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PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE 1.ª À 4.ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL

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Izabel  Sadalla Grispino *

Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental se dividem em Parâmetros de 1.ª à 4.ª série e de 5.ª à 8.ª série. Os de 1.ª à 4.ª série são uma coleção de 10 livros, enviados às escolas no final de 1997.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais de 1.ª à 4.ª série cobrem as matérias obrigatórias dessas séries, o núcleo comum, para língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia, artes e educação física. Trazem roteiros de que deve, de como deve e para que ensinar aos alunos de 1.ª à 4.ª série. Propõem que os conteúdos das disciplinas se aproximem do dia-a-dia da vida dos alunos, que haja correspondência entre o que o professor fala em sala de aula e o que o aluno faz lá fora. O trabalho escolar não pode estar desvinculado da vida do aluno e deve ressaltar problemas cotidianos. A realidade vivida pelo aluno deve servir de ponte entre o dizer e o fazer, deve unir o currículo formal e o currículo oculto.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais trabalham o aluno como um todo, em sua formação integral, de tal modo que informação e formação caminhem em movimento circular. Dedicam amplo espaço aos chamados temas transversais – sexualidade, droga, saúde, valores morais, sociais e outros – que devem permear as matérias do currículo e ser incorporados à prática, em sala de aula, sempre que a dinâmica da classe comportar.

Os Parâmetros entrelaçam as matérias obrigatórias com educação, sociedade, escola e cidadania. Reforça a importância da ética – ética democrática que afasta a arraigada cultura autoritária – da formação moral, do convívio escolar – na ação de um perante o outro – da participação e co-responsabilidade pela vida social. Há um extenso capítulo: convívio social e ética, cidadania, ética e pluralidade cultural.

Sensibilidade, respeito, coerência e idoneidade são qualidades que se adquirem em casa, mas que a escola ajuda a desenvolver. Respeito é um valor pedindo socorro! Diferentemente do passado, quando o respeito dos filhos pelos pais fundamentava o comportamento respeitoso, hoje, o que impera é o cinismo, o deboche, a agressividade. A criança precisa aprender desde cedo que, quando seu comportamento interferir na vida do outro, ela deve colocar, acima de tudo, o seu compromisso com a ética.

Os Parâmetros oferecem, dentro do processo de construção do conhecimento, formas de estimular e de avaliar os alunos. Propõem uma avaliação ampla, investigativa e final, onde se consideram os aspectos conceituais, procedimentais e atitudinais. Eles ampliam o papel do professor e reforçam a importância do trabalho coletivo. O ensino-aprendizagem deve fazer do aluno um ser pensante, criativo, essencialmente crítico, deve proporcionar-lhe oportunidades de “aprender a aprender” e se tornar um cidadão.

PLURALIDADE CULTURAL – Pluralidade cultural é um tema que vem sendo considerado como de grande importância à aprendizagem. Ele conscientiza o aluno dos valores diferenciados do homem. A diversidade cultural é um patrimônio da humanidade, uma forma de afirmação étnica e da cidadania. Deve ser explorada pelo professor, porque é na compreensão dessa pluralidade que se mantém o respeito mútuo, o respeito aos valores alheios, que se criam sentimentos de tolerância. Num País como o Brasil, com seu quadro sociológico composto da multiplicidade étnica e cultural, não há lugar para a uniformização. A uniformização leva à discriminação, ao preconceito, ao racismo, à anulação de povos e de grupos minoritários.

“Pluralidade cultural” propõe amplo estudo das religiões, não como ensino religioso em si, mas como parte da cultura, da história, da arte dos povos. O documento insiste no caráter laico do Estado e na necessidade de laicidade do ensino público para se garantir o livre-arbítrio e os valores das diferentes religiões. Esse item reforça conceitos apregoados pela renomada educadora Emília Ferrero, quando registrou a importância das diferentes culturas, do multilingüismo, das variações dialetais, variações da fala, no processo ensino-aprendizagem. A escola, ao respeitar a cultura dos alunos, seus costumes, suas tradições, promove a idéia de plural da sociedade, estimula e dá autenticidade à aprendizagem. Utilizar-se do plural para diversificar, não para unificar.

Os modelos educacionais mudaram nas últimas décadas. Deixando de lado a ênfase na memorização, as escolas passaram a adotar propostas pedagógicas destinadas a dar mais autonomia aos alunos na aprendizagem, a torná-los pessoas com maior compreensão de seu cotidiano, mais capazes de tomar decisões e mais aptos ao convívio social. Esses procedimentos são, hoje, as principais tendências do ensino, que deverão se consolidar na próxima década.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em junho/2000)


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